ESD para Atmosferas Explosivas
Em refinarias, indústrias químicas, bases de combustível e outras operações que trabalham com materiais inflamáveis, a eletricidade estática pode criar um risco que passa despercebido no dia a dia.
Uma faísca muito pequena pode ser suficiente para iniciar uma combustão quando existe uma mistura de ar com gases, vapores ou poeiras inflamáveis. Por isso, os equipamentos antiestáticos para atmosfera explosiva ajudam a controlar a carga elétrica acumulada em pessoas, recipientes, veículos e outros pontos da operação.
A seguir, você vai entender onde esse risco aparece, como o aterramento ajuda a controlá-lo, quais equipamentos podem ser utilizados e quais normas orientam esse tipo de aplicação.
Por que uma faísca pode causar um acidente?
Materiais inflamáveis precisam de uma determinada quantidade de energia para entrar em combustão. Essa quantidade é chamada de energia mínima de ignição.
Em alguns produtos, essa energia é muito baixa. A Newson Gale usa o tolueno como exemplo:
| Situação | Energia |
|---|---|
| Energia necessária para acender vapor de tolueno | ≈ 0,24 mJ |
| Faísca de um tambor carregado a 10.000 V | ≈ 2,5 mJ |
A diferença mostra por que a eletricidade estática precisa ser controlada em locais onde existem vapores inflamáveis.
Uma pessoa também pode acumular uma quantidade elevada de eletricidade estática ao caminhar. Segundo a EEPowers, uma pessoa pode acumular mais de 60 mJ em determinadas condições.
O operador pode nem perceber essa carga, porque uma descarga capaz de criar um risco de ignição não precisa necessariamente produzir um choque perceptível.
Onde a eletricidade estática pode aparecer?
O controle antiestático em atmosfera explosiva envolve diferentes pontos da operação. Entre eles estão os recipientes e veículos utilizados na movimentação de materiais, as pessoas que trabalham na área e as conexões responsáveis por levar a carga elétrica até o aterramento.
Recipientes, caminhões e outros equipamentos
Quando um líquido passa por mangueiras, tubos, bocais ou outros componentes durante uma transferência, pode ocorrer acúmulo de eletricidade estática.
Isso pode acontecer em caminhões-tanque, vagões, tambores e braços de carregamento. Como essa carga não precisa apresentar nenhum sinal visível, o aterramento precisa fazer parte do procedimento da operação.
Uma das formas de controle é conectar o recipiente ao aterramento antes de iniciar a transferência. Para essa finalidade, existem garras específicas, incluindo modelos com alarme que sinalizam quando o aterramento foi estabelecido.
A linha de aterramento da New Horizon reúne garras e carretéis com certificação para uso em atmosfera explosiva.
Pessoas que trabalham na área
O corpo humano também pode acumular eletricidade estática durante a movimentação. Segundo a Newson Gale, uma pessoa andando pode acumular mais de 30.000 V.
Por isso, o controle da eletricidade estática também precisa considerar o caminho entre a pessoa e o aterramento.
A IEC TS 60079-32-1 indica uma faixa de resistência do corpo até a terra, passando pelo calçado e pelo piso, entre 10⁶ e 10⁸ Ω.
O piso dissipativo participa desse sistema porque permite controlar a passagem da carga elétrica acumulada pelo operador.
Cabos e conexões de aterramento
O aterramento depende de uma ligação contínua até a terra. Um cabo danificado, um terminal oxidado ou uma conexão feita sobre uma superfície inadequada pode comprometer esse caminho.
A IEC TS 60079-32-1 indica resistência abaixo de 10 Ω para partes metálicas ligadas ao aterramento, conforme a aplicação descrita na norma.
Por isso, a escolha do cabo de aterramento também faz parte do controle da eletricidade estática.
Como funciona o aterramento em uma área classificada?
Área classificada é um local onde pode existir uma atmosfera explosiva. Nesses ambientes, os procedimentos de aterramento precisam ser seguidos na ordem definida para a operação.
Um procedimento de transferência pode seguir esta sequência:
- Prender a garra antes de abrir qualquer válvula.
- Garantir o contato da garra com uma superfície metálica adequada.
- Esperar a confirmação do aterramento quando o equipamento possuir esse recurso. Na garra com alarme, a confirmação é feita por sinal sonoro.
- Realizar a transferência do material.
- Retirar a garra depois de concluir a transferência.
A sequência ajuda a evitar que a movimentação de materiais inflamáveis aconteça antes de o sistema de aterramento estar estabelecido.
Escolha os equipamentos de acordo com a aplicação
O controle antiestático em uma atmosfera explosiva depende das características da operação, dos materiais movimentados e das condições da área classificada.
A New Horizon trabalha com soluções para diferentes pontos desse sistema, incluindo equipamentos de aterramento, pisos antiestáticos e cabos de aterramento.
Com mais de duas décadas de atuação em eletricidade estática e atendimento em todo o Brasil, a New Horizon pode orientar a escolha dos recursos de controle de acordo com as características da sua operação.
Se sua empresa trabalha com inflamáveis ou possui uma área classificada e precisa avaliar soluções de controle da eletricidade estática, entre em contato com a equipe técnica da New Horizon.
FAQ
1. Como saber quais equipamentos antiestáticos são necessários para uma área classificada?
A escolha depende do tipo de material inflamável, da operação realizada, da classificação da área e dos pontos que precisam ser aterrados ou controlados.
2. Equipamentos antiestáticos comuns podem ser usados em atmosferas explosivas?
A adequação depende da aplicação e das certificações exigidas para a área. Equipamentos destinados a atmosferas explosivas precisam atender aos requisitos aplicáveis ao ambiente de instalação.
3. O aterramento precisa ser verificado antes de cada transferência?
A necessidade de verificação depende do procedimento definido para a operação e do sistema utilizado. Em processos com risco de ignição, a confirmação do aterramento pode fazer parte da sequência de liberação da transferência.
4. Como identificar problemas no sistema de aterramento?
Inspeções periódicas podem identificar cabos danificados, conexões comprometidas, pontos de contato inadequados e alterações que afetem a continuidade elétrica do sistema.
5. É possível adaptar o controle antiestático a uma área que já está em operação?
Sim. A avaliação da área permite identificar os pontos que precisam de adequação e definir quais recursos de controle devem ser incorporados ao processo existente.