ESD para Indústria Eletrônica e SMT
Uma placa eletrônica passa por muitas pessoas, máquinas, ferramentas e embalagens antes de chegar ao cliente.
Por isso, o controle ESD na indústria eletrônica precisa acompanhar a placa durante todo o processo para evitar danos causados pela eletricidade estática.
ESD é a sigla em inglês para descarga eletrostática. É o mesmo tipo de fenômeno daquele pequeno choque que acontece quando encostamos em uma maçaneta depois de caminhar sobre um piso ou entrar em contato com algum material que acumulou carga.
PCB é a placa de circuito impresso onde os componentes eletrônicos são montados e soldados.
Neste conteúdo da New Horizon, você vai entender por que o controle ESD ganhou importância na indústria eletrônica, o que significa EPA, como proteger a placa em cada etapa da produção e quais são os principais requisitos da ANSI/ESD S20.20.
Por que a exigência de controle ESD aumenta?
O setor eletroeletrônico brasileiro faturou R$ 270,8 bilhões em 2025, segundo a Abinee, com crescimento real de 4%. Para 2026, a entidade projeta faturamento de R$ 289 bilhões.
O aumento da produção também amplia a quantidade de componentes e placas que passam pelas linhas industriais. Isso aumenta a necessidade de manter procedimentos de controle ESD durante as diferentes etapas da fabricação.
Existe também uma mudança nas características dos próprios componentes. O roadmap mais recente da ESDA, associação internacional relacionada ao controle de descargas eletrostáticas, projeta que a tolerância segura a descargas do tipo CDM pode cair de 250 V para 125 V até 2030 em componentes de alta velocidade.
CDM é um tipo de descarga que acontece quando o próprio componente acumula carga e depois descarrega ao entrar em contato com uma superfície metálica. Isso pode acontecer, por exemplo, durante o deslocamento do componente em uma máquina.
Nesse caso, o componente pode sofrer a descarga sem estar sendo segurado por uma pessoa. Por isso, controles voltados especificamente para esse tipo de risco ganham importância nas linhas de produção.
O que é uma EPA?
EPA significa Electrostatic Protected Area, ou Área Protegida contra ESD. É o espaço da fábrica preparado para que componentes sensíveis à eletricidade estática possam ser manuseados sob condições controladas.
Dentro de uma EPA, a empresa controla os principais pontos que podem gerar ou acumular carga elétrica, como pessoas, bancadas, ferramentas, equipamentos e embalagens.
Na prática, uma EPA pode incluir:
- limites demarcados no piso e sinalização de acesso;
- aterramento das pessoas por meio de pulseiras ou de calçados utilizados com piso dissipativo;
- superfícies e ferramentas dissipativas conectadas ao aterramento;
- ionização em situações nas quais existem materiais isolantes que não podem ser retirados do processo.
Como o controle ESD acompanha a placa durante a produção?
Cada etapa da linha apresenta condições diferentes de manuseio. Por isso, os cuidados com a eletricidade estática precisam acompanhar a placa desde o recebimento dos componentes até a embalagem final.
Recebimento e almoxarifado
O componente chega à fábrica e precisa ser conferido antes de seguir para a produção. A abertura da embalagem deve acontecer dentro da EPA, onde existem condições controladas para o manuseio de componentes sensíveis.
Depois, os componentes podem ser armazenados em caixas apropriadas para esse tipo de controle. As caixas e bins condutivos ajudam a manter os componentes protegidos enquanto permanecem armazenados.
Impressão de pasta e pick and place
SMT é a tecnologia utilizada para montar componentes diretamente sobre a superfície da placa.
Nessa etapa, uma máquina aplica a pasta de solda usando um stencil, que funciona como um molde. Depois, outra máquina posiciona os componentes nos pontos definidos da placa.
Durante esse processo, o contato e o movimento dos componentes podem gerar cargas eletrostáticas. Esse é um dos momentos em que o CDM pode representar um risco para componentes sensíveis.
Magazines e suportes condutivos ajudam no controle durante o processo. A limpeza do stencil também precisa utilizar materiais adequados à aplicação.
Os acessórios SMT incluem recursos utilizados em atividades como limpeza do stencil e emenda de fitas.
Solda e retrabalho
Durante a soldagem, a ponta do ferro entra em contato com componentes e pontos da placa. Se a estação não estiver devidamente aterrada, uma descarga pode chegar ao componente por esse caminho.
Por isso, são utilizadas estações de solda com recursos de controle ESD, e o aterramento da ponta precisa ser verificado periodicamente.
As estações Goot possuem versões ESD destinadas a trabalhos de bancada e retrabalho.
Inspeção, teste e embalagem
Mesmo depois de montada, a placa continua sendo manuseada, transportada e embalada antes de deixar a fábrica.
Nesse momento, o controle pode envolver uma manta aterrada na bancada, o aterramento do operador por pulseira e uma embalagem adequada para proteger a placa durante a expedição.
A embalagem antiestática funciona como uma proteção adicional durante o transporte até o cliente.
Proteja a placa em todas as etapas da produção
O controle ESD na indústria eletrônica precisa acompanhar o processo desde o recebimento dos componentes até a expedição das placas. Cada etapa envolve diferentes formas de manuseio e, por isso, pode exigir recursos específicos de controle.
A New Horizon atua há mais de duas décadas no setor e possui estrutura em São Paulo e Manaus, ao lado do Polo Industrial.
Se sua fábrica precisa revisar o controle ESD, a equipe pode orientar a avaliação dos recursos utilizados na operação.
FAQ
1. Como saber se uma fábrica precisa criar uma EPA?
A necessidade depende dos componentes utilizados, dos processos de fabricação e do nível de controle ESD exigido pela operação.
2. Com que frequência os equipamentos de controle ESD devem ser verificados?
A frequência deve seguir os procedimentos definidos no programa de controle ESD da empresa e os requisitos aplicáveis à operação.
3. O controle ESD também se aplica a áreas de armazenamento?
Sim. Componentes sensíveis precisam permanecer protegidos durante armazenamento e movimentação, inclusive antes de entrarem na linha de produção.
4. O que pode comprometer o controle ESD de uma linha já implantada?
Alterações no processo, substituição de equipamentos, mudanças nas áreas de trabalho e falhas nos recursos de aterramento podem exigir uma nova avaliação do sistema.
5. A New Horizon pode ajudar a avaliar o controle ESD de uma fábrica?
Sim. A equipe da New Horizon pode orientar a avaliação dos recursos utilizados no controle ESD conforme as características da operação.