Certificação ESD de Pisos e Ambientes
O operador entra na linha, caminha até a bancada e começa a manusear placas.
Em cada passo que o corpo dá, ele acumula carga, um pouco de cada vez, e só um ambiente bem projetado descarrega essa energia antes que ela chegue ao componente.
É isso que a certificação ESD comprova: por medição, que piso, calçados, bancadas e ionizadores funcionam juntos dentro dos limites da ANSI/ESD S20.20 e da IEC 61340.
A New Horizon atua com controle de ESD desde 1994 e vai te contar melhor sobre o assunto agora!
Certificar o ambiente é diferente de comprar produto antiestático
Ter um piso ESD instalado não garante proteção nenhuma, o desempenho depende da combinação com o calçado, da instalação, do aterramento e da limpeza que a área recebe depois.
Por isso a certificação avalia o conjunto no local, não o material isolado. A partir da revisão de 2014, a S20.20 passou a tratar piso e calçado como um sistema único de aterramento pessoal, e qualificar esse sistema virou obrigatório para quem busca a certificação na norma.
Qual percurso da certificação?
A equipe técnica refaz o caminho que o operador percorre todos os dias, dentro da EPA (a área protegida contra ESD, delimitada e sinalizada).
Na entrada: o operador está aterrado?
O controle começa antes de pisar na linha. O operador testa pulseira e calçado no posto de entrada, e em muitas fábricas o acesso só é liberado se ele passar nesse teste.
Esse ponto também entra na certificação: o testador precisa estar funcionando e calibrado, porque senão todo o controle posterior fica comprometido.
No piso: como funciona o walking test
Uma pessoa usando o calçado da operação caminha sobre o piso segurando um eletrodo ligado a um medidor.
O aparelho registra a tensão que o corpo gera a cada passo, quase como se desenhasse a carga ao longo da caminhada.
A S20.20 pede dois resultados ao mesmo tempo: resistência do conjunto pessoa, calçado e piso de até 1 × 10⁹ ohms pelo método STM97.1, e tensão no corpo abaixo de 100 V pelo método STM97.2.
Para qualificar produtos, o ensaio roda em câmara climatizada a 12% de umidade relativa, justamente a condição mais dura de reproduzir em campo.
Na certificação de piso ESD, o que costuma ser medido é a resistência do piso até o terra em vários pontos, a resistência do sistema pessoa mais calçado mais piso, e a tensão corporal durante a caminhada. O ensaio usa equipamentos como o Walking Test Kit WT5000, da Wolfgang Warmbier.
Na bancada: certificação de ionizador
Nem todo material do processo pode ser aterrado, certos plásticos e peças isoladas simplesmente não têm por onde escoar a carga, e é aí que o ionizador entra, soprando íons que neutralizam essa carga no ar.
| O que se mede | Como | Referência |
|---|---|---|
| Tempo de decaimento | Placa carregada a ±1.000 V; conta-se o tempo até chegar a ±100 V | Método ANSI/ESD STM3.1; muitas aplicações adotam menos de 6 s |
| Equilíbrio (offset) | Tensão residual que o ionizador deixa na placa | Limite de ±35 V da S20.20 |
| Frequência | Reensaio periódico | Semestral, segundo a JESD625-A |
O limite do tempo de decaimento cada empresa define de acordo com o próprio processo. Já o equilíbrio de ±35 V é fixo, a norma não abre exceção.
Em volta: demarcação e superfícies
A certificação também confere se a EPA está sinalizada e delimitada, e se bancadas, mantas e carrinhos dentro dela estão aterrados. A fita de demarcação de solo ESD entra nessa checagem também.
O que faz um piso aprovado ser reprovado depois?
O problema costuma aparecer meses depois da instalação e a causa quase nunca é o piso em si: é o que passa a acontecer em cima dele.
Segundo a StaticWorx, ceras não ESD podem criar uma superfície isolante que aumenta a resistividade elétrica do piso, e por isso a recomendação é usar limpadores de pH neutro, sem água sanitária nem amônia.
As causas mais comuns de reprovação são a troca por um produto de limpeza comum, a mudança no modelo de calçado ou de calcanheira, alguma reforma ou emenda feita no piso, e o aterramento rompido depois de manutenção predial.
Pisos com propriedade condutiva permanente, como os da linha de piso vinílico antiestático, sofrem menos com a umidade do ambiente. Mas ainda assim precisam de limpeza adequada e isso não é opcional em nenhum dos dois casos.
Conclusão
A certificação ESD permite verificar se os recursos instalados na EPA continuam atendendo aos critérios definidos para o processo.
A avaliação considera piso, calçados, aterramento, bancadas, ionizadores e demais elementos que participam do controle de cargas eletrostáticas.
A New Horizon realiza medições técnicas em ambientes ESD e pode identificar pontos que precisam de correção antes de uma auditoria, mudança de processo ou qualificação de uma nova área.
A equipe também pode orientar quais ensaios são necessários conforme a configuração do ambiente.
Se sua operação precisa comprovar o desempenho do sistema ESD, entre em contato com a New Horizon e solicite uma avaliação técnica do ambiente.
FAQ
1. Quando uma área ESD precisa ser recertificada?
A frequência depende do programa de controle ESD da empresa, dos requisitos dos clientes e das condições de uso da área. Mudanças no ambiente ou no processo também podem justificar uma nova avaliação.
2. A certificação ESD pode ser realizada durante a operação da fábrica?
Alguns ensaios podem ser realizados com a área em funcionamento, enquanto outros exigem condições específicas para garantir a confiabilidade das medições. A equipe técnica define o procedimento conforme o ambiente.
3. O que acontece quando algum item da área é reprovado?
O resultado identifica o parâmetro que ficou fora do limite avaliado. A empresa pode então corrigir a instalação, substituir o componente ou ajustar o procedimento e realizar uma nova medição.
4. A certificação ESD avalia somente o piso?
Não. A avaliação pode incluir o sistema pessoa-calçado-piso, pontos de aterramento, bancadas, mantas, ionizadores, equipamentos de teste e outros elementos definidos pelo escopo da certificação.
5. A New Horizon fornece um relatório após a avaliação?
Sim. Os resultados dos ensaios realizados são registrados na documentação técnica correspondente ao serviço contratado.